quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O que é Terapia Ocupacional?

Terapeutas Ocupacionais trabalham com déficits físicos, mentais (transtornos psíquicos e cognitivos) e sociais; ou seja, com tudo que dificulte ou ameace a funcionalidade do homem (criança, adulto ou idoso), para que este não seja excluído da sociedade, ou seja, a Terapia Ocupacional é o tratamento das condições físicas, mentais e sociais, através de atividades específicas para ajudar as pessoas a alcançarem seu nível máximo de funcionalidade e independência.
          As áreas de desenvolvimento desta profissão são vastas, pois a incapacidade funcional pode e é causada por vários fatores (congênitos, stress, traumas físicos, psíquicos e neurológicos, dentre outros). Daí a importância do Terapeuta Ocupacional em creches, escolas regulares e especiais, hospitais psiquiátricos, hospitais clínicos e cirúrgicos, fábricas, empresas, centros de dependentes químicos, centros de recuperação social, centros de recuperação nutricional, asilos, albergues, consultórios, etc.
         O profissional de Terapia Ocupacional busca recuperar a função humana, elevar o perfil das ações motoras e mentais, reabilitar através das atividades, promover o indivíduo na esfera biopsicosocial, ou seja, recuperar o homem em sua totalidade. Portanto, deve ser aplicada onde houver limitação funcional, seja de caráter físico, mental ou social.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

UTILIZAÇÃO DE ATIVIDADES DE INTEGRAÇÃO SENSORIAL ATRAVÉS DE ATIVIDADES LÚDICAS EM INTERVENÇÕES DA TERAPIA OCUPACIONAL.



Raphaela Poncell Correia dos Santos
Gabriella Maria Freire Costa  
Flávia Calheiros da Silva

O Autismo manifesta-se através de respostas inadequadas à estímulos auditivos, visuais, compreensão da linguagem e da fala, problemas no relacionamento social, chegando às vezes à incapacidade de desenvolver contato visual, ligação social e participação em grupos. Dessa forma, a intervenção da Terapia Ocupacional torna-se essencial na busca de possibilidades que auxiliem a participação de forma mais consistente em seu meio. 
A intervenção em crianças que apresentam características do espectro autista, com dificuldade de comunicação com familiares e de interação com o meio, e dificuldades na comunicação pode se dar por meio de atividades sensoriais, a partir de experiências táteis com pressão profunda para organização e interpretação da informação sensorial. Para isso, podem ser utlizados materiais que proporcionam esse tipo de sensação como almofadas, e malhas, além do uso gradativo de texturas como hidratante, espuma de barbear, massinha e bolas gelatinosas.
Através do uso de atividades sensoriais é possível perceber uma melhora gradativa no comportamento da criança, o que faz com que suas competências de
atenção, concentração, audição e comunicação, que antes eram desorganizadas, hoje favoreçam o desenvolvimento de habilidades mais elaboradas.
O uso de atividades de integração sensorial nas intervenções da Terapia Ocupacional em crianças que apresentam esse tipo de comportamento, demostra possuir um efeito satisfatório quando realizada de forma gradativa, proporcionando à criança um desenvolvimento e participação mais adequada com as pessoas e o meio.

Referências:

Gomes VF, Bosa C. Estresse e relações familiares na perspectiva de irmãos de indivíduos com transtornos globais do desenvolvimento. Estudo Psicol. 2004;553-61.



Bosa, C. A. (2001). As relações entre autismo, comportamento social e função executiva. Psicologia. 
Reflexão e Crítica, 14, 282-287















ESTIMULAÇÃO DAS HABILIDADES MANUAIS DE CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA ATRAVÉS DE ATIVIDADES LÚDICAS.


Raphaela Poncell Correia dos Santos¹ Flávia Calheiros da Silva²

A criança é estimulada a desenvolver suas habilidades a partir de suas experiências com o brincar, no entanto, crianças portadoras de deficiência física possuem algumas alterações ou padrões motores que podem dificultar e limitar suas interações lúdicas. Com isso, as dificuldades enfrentadas decorrem da privação de experiências motoras e sensoriais que podem resultar em déficits nas atividades da vida diária, escolares e relações sociais. 

As atividades lúdicas servem para estimular e melhorar as habilidades e funções manuais através da manipulação de brinquedos de diferentes formas, texturas, tamanhos e pesos, assim como o manuseio de utensílios de seu cotidiano, facilitando a forma como essas crianças lidam com suas atividades diárias em que as habilidades manuais de alcance, preensão e manipulação de objetos fossem requeridas.
Através delas é possível a participação mais efetiva da criança no aprendizado e realização de forma mais independente de algumas atividades de vida diária e outras atividades pertinentes à idade, ampliando essa realização para outros espaços, tais como a escola. 
O uso deste tipo de instrumento favorece a participação mais ativa da criança em atividades de seu cotidiano, encorajando as mesmas a superar os desafios impostos pelas suas limitações, favorecendo uma maior independência.

Referências Bibliográficas:

CRUZ, D. M. C.; EMMEL, M. L. G. O brinquedo e o brincar na estimulação da função manual de crianças pré-escolares com deficiência física. Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar, São Carlos, v.15,n.1, p. 7- 17, jan./jun. 2007.


FERLAND, Francine. O modelo lúdico: o brincar, a criança com deficiência física e a terapia ocupacional. 3 ed. São Paulo: Roca, 2006.